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Comercialização do peixe em STP:
Logo após o regresso do pescador da faina o peixe entra no circuito comercial.
1 – Algumas palaiês compram o pescado e transportam-no para o mercado mais próximo, onde procedem a sua venda ao público consumidor (Capitais Distritais).
2 – Outras, compram maiores quantidades de peixe, transportam-no para o mercado da capital e revendem-no para palaiês com menor capacidade financeira e de deslocação, que por sua vez revendem também ao público consumidor.
3 – Existe um terceiro grupo de palaiês, sobretudo nas comunidades mais distantes, que compram o peixe aos pescadores e transportam-no, na cabeça, em recipientes, de madeira escavada, denominados “gamela” e vão vendê-lo nas comunidades agrícolas onde existe dificuldade de aquisição deste produto.
Até então, em termos de produto fresco, os peixes são transportados e comercializados não eviscerados, não escamados e a temperatura ambiental, o que não garante boa qualidade de produto proposto ao consumidor.
Em certas comunidades, devido a distância e as condições rodoviárias, existem palaiês que se dedicam a comercialização do peixe transformado, salgado seco. Estas acumulam quantidades razoáveis de peixe salgado e vão vendê-lo geralmente no mercado da Capital (Santa Catarina e Porto Alegre).
Relativamente a captura feita na região autónoma do Príncipe, uma boa parte é comercializada fresco no mercado local, e a outra é transformada e comercializada em capital de São Tomé.
A Marapa vem executando um projecto de melhoria de condições de conservação e de comercialização do pescado em São Tomé, que consiste na evisceração do peixe, conservação sob gelo e posterior comercialização.
Este sistema de comercialização que constitui uma inovação no País, visa uma mudança dos hábitos e costumes até então praticados, pelas nossas vendedeiras de peixe, em termos de manuseamento, higiene no tratamento, conservação e comercialização dos produtos do mar. |
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