Os pescadores - As "Palaiês" - Captura - Transformação - Comercialização - Organização
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Pesca artesanal
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A grande maioria dos pescadores artesanais constrói as suas casas perto das suas praias de origem. Eles são na maioria de etnia “angolar” e normalmente de uma família numerosa. Os seus níveis escolares são baixos apesar da existência de uma escola primária e em alguns casos do ensino secundário. O seu carácter individualista dificulta a introdução do cooperativismo no seio das comunidades piscatórias. Todavia, já houve projectos bem intencionados que ensaiaram implementar o cooperativismo, mas que infelizmente duraram somente na fase da execução dos mesmos devido ausência de vantagens comparativas (actividades económicas) que limitaram o tempo de existência. Foram construídos vários centros comunitários no quadro dos projectos de pesca artesanal financiados pelo Governo/FIDA. Cada centro comunitário tinha a vocação de ser i) um lugar de reuniões das associações de pescadores, ii) um posto de venda de materiais de pesca, iii) um posto dos primeiros socorros, iv) um atelier de reparação dos motores fora de bordo. Hoje os mesmos perderam as suas atribuições iniciais porquanto foram desviados para outros objectivos. Podemos contudo notar que alguns de entre eles conservam ainda a função de lugar das reuniões. Existem numerosas associações formais de pescadores e de palaêis. Estas estruturas de diferentes níveis de funcionalidade permanecem activas visto que foram fundadas na base de objectivos precisos e concretos. Estas associações encontram-se filiadas numa Congregação das associações de pescadores e palaêis de peixe denominada de GIEPPA (Grupo de Interesse Económico dos Pescadores e Palaêis).
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