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O subsector da pesca artesanal é o responsável pelo aprovisionamento de pescado a população santomense. Nele opera cerca de 2 407 canoas em madeira monoxila de 5 à 10 metros de cumprimento. Actualmente menos de 15% de entre elas estão equipadas de motor fora de bordo de 6 à 40 cv. Nos anos precedentes mais de 30% das canoas eram equipadas de motores H.B. Devido a velhice e a falta de peças sobressalentes grande parte destes encontram-se inoperantes.
As principais artes de pesca utilizadas são: redes derivantes para a pesca do voador, rede de cerco, rede de emalhar de fundo, rede de arrasto de praia, tarafa, palangres e outras artes a linha.
O colectivo dos pescadores, estimado na ordem de 2 853 estão repartidos entre 23 comunidades e alguns acampamentos. Cerca de mil trabalham com pirogas motorizadas.
A origem dos pescadores é sobretudo da etnia de Angolares, Forro e Cabo-verdianos.
O pescado proveniente da pesca artesanal constitui a principal fonte de proteína animal do País, atingindo cerca de 85% da consumida pela população.
Hoje, os pescadores enfrentam muitos problemas com a captura de peixe porque não dispõem de equipamentos adequados para a realização em melhores condições das suas fainas de pesca.
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